segunda-feira, 8 de março de 2010

A essência do evangelho - parte 2

ENTENDENDO A ESSÊNCIA DO EVANGELHO

Cristo morreu pelos nossos pecados – Pecado é a transgressão da lei (1Jo 3.4), pecado é separação entre nós e o nosso Deus (Is 59.2), e a bíblia ensina que a penalidade para o pecado é a morte tanto espiritual quanto física (Rm 6.23). E a bíblia ensina mais, ela nos revela que todos pecaram, e distituídos estão da glória de Deus (Rm 3.23), não há um justo sequer, pois todos estão debaixo do pecado disse Paulo em (Rm 3.9,10). E se você quiser ver um retrato da humanidade imersa no pecado, basta olhar para Romanos 1 a partir do versículo 18. Vemos então que o homem contraiu uma dívida com Deus impagável pelo pecado, estando debaixo de maldição e sendo condenado a morte. A pergunta então é: Como salvar o homem da condenação eterna?

A resposta do próprio Deus foi: através do próprio homem, não um homem qualquer, mas propriamente o FILHO DO HOMEM, o FILHO DE DEUS, o único homem sem pecado. Apenas a morte de alguém sem pecado poderia expiar o pecado. Paulo em (Rm 5.12-21) nos explica exatamente isso. “Ele diz que por um só homem, entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, entrou a morte, e por isso a morte passou a todos os homens porque todos pecaram” (Rm 5.12). Neste mesmo texto ele vai dizer que Adão era figura daquele que havia de vir (Rm 5.14), e aquele que havia de vir, isto é o segundo Adão (Jesus), viria como homem sem pecado para nos conceder da sua graça abundante (Rm 15.15), e aí ele vai nos revelar algo tremendo no versículo 17 Se, pela ofensa de um e por meio de um só, reinou a morte, muito mais os que recebem a abundância da graça e o dom da justiça reinarão em vida por meio de um só (homem), a saber, Jesus Cristo”.


Veja queridos, aprenda isso: Em Adão nós morremos, mais em Cristo nós vivemos, nós temos vida! Nós estamos em Adão por nascimento, mas estamos em Cristo pela fé. Adão trouxe ofensa que resultou em condenação e morte, pois foi desobediente. Cristo (2º Adão) trouxe graça que resultou em justificação e vida, pois ele foi obediente até a morte e morte de cruz. Em (1Co 15.21-22;45-47) – Paulo vai trazer mais luz sobre (Rm 5), e vai nos ensinar que:

1 – A morte veio por um homem, mas a ressurreição veio por um homem também, mas um homem sem pecado.

2 – Todos morrem em Adão, mas todos são vivificados em Cristo. Nossa união com Cristo anula eternamente a união pecaminosa com Adão.

3 – Adão foi feito alma vivente (criado), Cristo (o 2º Adão) foi gerado de Deus e por Deus, é espírito vivificante, entenda isso: Deus em Cristo, refez aquilo que ele queria como sua criação, gerou um novo homem, um novo ser. É por isso que sem Cristo não há salvação, pois não há novo homem, pois em Adão todos pecaram, todos estão condenados, mais em Cristo todos os que crêem ressurgem para viver em novidade de vida. O último inimigo a ser vencido é a morte, e Jesus venceu a morte, e por ele nós também vencemos a morte.

4 – O primeiro homem é carnal, feito do pó da terra,  é terreno. O segundo é espiritual, veio do céu.

Conclusão: Cristo morreu pelos nossos pecados, tomou o nosso lugar, pagou em nosso lugar a penalidade de nosso pecado (substituição). Ele morreu a nossa morte, para vivermos sua vida.

Somente Jesus poderia morrer pelos nossos pecados, pois ele agiu ao mesmo tempo como justo (punindo o pecado nele próprio) e justificador (nos declarando perfeitamente justos aos seus olhos) – (Rm 3.26). Em Cristo  a força do pecado é anulada, estamos mortos para o pecado e vivos para Deus, nosso velho homem foi crucificado e não mais somos escravos do pecado, a morte já não é mais uma realidade, pois a GRAÇA DE DEUS EM CRISTO NOS ALCANÇOU. ALELUIA! (Rm 6.1-14).

Ele foi sepultado – O profeta Isaías já havia predito sua sepultura (Is 53.9) – “Designaram-lhe a sepultura com os perversos, mas com o rico esteve na sua morte, posto que nunca fez injustiça, nem dolo algum se achou em sua boca”. Cristo morreu uma morte física e real. Esta verdade é importante, pois mostra a realidade humana de Jesus, ele morreu e precisou de ressurreição para viver novamente. Jesus é o Deus encarnado, era Divino e Humano, sem essa doutrina, nossa justificação pela fé seria afetada, o plano de redenção não teria sentido, e a finalidade do evangelho, ou seja, a salvação poderia ser alcançada pelo mérito humano.

Ele ressuscitou O próprio Jesus já havia instruído aos seus discípulos sobre sua ressurreição ao terceiro dia (Mt 17.22-23). Paulo nos explica a importância da ressurreição de Cristo para o evangelho e para nossa salvação “E, se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e vã, a vossa fé”. (1Co 15.14).

A ressurreição é a prova de que Cristo efetivamente pagou o preço por nossos pecados, e que sua morte substitutiva sobre a cruz por nós, satisfez todas as exigências de Deus contra nós. Acredite há suficiência em Cristo, ele é o nosso único suficiente salvador e Senhor. A Bíblia diz que há um só mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem (1Tm 2.5).  Pedro afirmou que Deus ressuscitou Jesus  (At 3.26; 1Pe 1.21). Paulo declara e afirma a ressurreição de Jesus como sendo o seu evangelho (2Tm 2.8). Paulo ensina nossa identificação na morte e ressurreição de Cristo pela fé, naquele que Deus ressuscitou dentre os mortos pelo seu poder (Cl 2.12). A ressurreição é a prova central de que Deus nos trouxe vida, de que a nossa vitória é garantida, de que a nossa salvação está assegurada, de que a nossa fé está baseada em uma verdade absoluta, de que a nossa pregação não é vã e o nosso evangelho não é fajuto. O evangelho afirma categoricamente, a ressurreição traz salvação:

Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo”. (Rm 10.9)


Pr. Flavio Muniz

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Palavra de Nova Vida - Pr. Flavio Muniz

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