sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Vida profissional abençoada

(Gn 37.1-4; 39.1-23) Diferente do que era aceito no decorrer da Era Industrial – Quando o sucesso das organizações (empresas) era baseado em seus recursos físicos e financeiros, na Era do Conhecimento a base da excelência organizacional passou a ser o elemento humano. A globalização, o desenvolvimento tecnológico, as mutações e transformações da sociedade fazem com que a capacidade de sobrevivência e excelência das organizações passe cada vez mais a depender forte e diretamente das habilidades e competências das pessoas que nelas trabalham.
Em um mundo de negócios caracterizado por intensa mudança, as organizações precisam rápida e decisivamente reorientar os rumos, mudar processos, modificar produtos e serviços, alterar estratégias, utilizar novas tecnologias, conhecer as aspirações dos clientes, compreender as armadilhas estratégicas dos concorrentes e saber surfar nas ondas de um mercado dinâmico, mutável e altamente competitivo. E quem faz tudo isso dentro das organizações? Elas próprias? É lógico que a tecnologia ajuda, os recursos financeiros, os recursos materiais, a logística empresarial, mas quem toma as decisões? Quem avalia as situações? Quem pensa, interpreta e raciocina dentro das organizações? Quem visualiza o mercado, atende o cliente e avalia suas expectativas? Quem introduz inteligência, imaginação, criatividade e inovação? São as pessoas! Elas pensam, interpretam, avaliam, decidem e agem dentro das organizações. É por isso que hoje existe uma competição sadia entre as empresas no que tange ao recrutamento e seleção de pessoas. As empresas hoje investem pesado para que possam atrair e escolher talentos em potencial, ou, o profissional mais capacitado e de acordo com o perfil profissiográfico que se requer de uma determinada vaga.

E talvez você se pergunte: O que eu tenho haver com isso? Qual a importância desses fatores em minha carreira profissional, ou nos rumos que eu quero dar a ela? Eu lhe digo que essas informações tem tudo haver com todos nós e é de suma importância no âmbito profissional.

Uma empresa para empregar hoje, dentre tantos fatores que ela julga ser importante, ela pensa em dois fatores principais: competência e competição. São palavras próximas, porém bem distintas. Se uma empresa não tiver competência, ela não vai competir, e se ela não competir, ela vai morrer no mercado.

Competição – Disputa entre adversários pelo mesmo lugar, resultado ou prêmio.

Competência – Na administração, é a integração e a coordenação de um conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes (C.H.A.) que na sua manifestação produzem uma atuação diferenciada.

Resumindo, se você não for o profissional mais competente, o talento mais atrativo para a empresa, ela não vai lhe empregar, porque se ela tiver em seu quadro, profissionais competentes, ela conseqüentemente vai competir, e vai entrar para ganhar sua fatia de mercado.

A Bíblia desde o princípio fala sobre trabalho. No Éden (Gn 2.15) diz: “Tomou, pois, o Senhor Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar”. Depois da queda do homem, Deus disse ao homem (Gn 3): “maldita é a terra por sua causa; em fadigas obterás dela o sustento durante os dias de tua vida. No suor do rosto comerás o teu pão...” Em João 5.17 depois de haver curado um paralítico em dia de sábado junto ao tanque de betesda, Jesus respondeu aos religiosos que o criticavam: “Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também”. Além disso, a Bíblia relata a profissão de vários personagens: Jesus era carpinteiro, Pedro era pescador, Paulo era fazedor de tendas, Cornélio era centurião, Lídia era vendedora de púrpura, Dorcas era costureira etc.

Por isso, a Bíblia tem algo a nos dizer sobre trabalho, sobre qual deve ser a postura cristã diante dos desafios profissionais que se apresentam para que alcancemos o título de sermos um profissional abençoado aos olhos de Deus e competente aos olhos de uma empresa. A bíblia está repleta de exemplos sobre isso, mas quero aqui falar de José, homem no qual sua vida tem muito a nos ensinar sobre como ter uma vida profissional abençoada:

José – Filho de Jacó com Raquel, desde cedo possuía a predileção do Pai em relação aos irmãos. Por isso seus irmãos eram enciumados e o odiavam. Certa vez José teve um sonho (feixes) e contou aos seus irmãos, o que ainda mais inflamou o ódio deles. Depois teve outro sonho (o sol, a lua e onze estrelas se inclinavam) e contou a família, e aí o próprio Pai ficou perplexo com o sonho, e ainda o repreendeu. José desde cedo trabalhava, e seu Pai uma vez lhe mandou aos seus irmãos que estavam em Siquém cuidando do rebanho da família para ver se estava tudo indo bem. Ao chegar lá, José jamais imaginaria que seus irmãos maquinavam o seu mau, pois pensavam: “vem lá o tal sonhador”, vamos o matar e lhe lançar na cisterna. No entanto, pela intervenção de Rubem decidiram somente o deixar na cisterna sozinho, e justificar ao Pai que ele teria sido comido por uma fera do campo. Ao passar uma caravana de midianitas (ismaelitas) em direção ao Egito, resolveram o vender por 20 moedas de prata, e ele foi levado como escravo para o Egito, e depois adquirido pelo comandante da guarda de Faraó, chamado Potifar (Gn 37.36). 

1 – Comece cedo sua carreira profissional (Gn 37.2)

Apesar de José ser filho de Pai muito rico, ele começou cedo a trabalhar já aos 17 anos. Entenda uma máxima na vida profissional: “Quem começa cedo, pode descansar mais cedo”. Quem começa a trabalhar cedo acaba tendo a capacidade de se organizar e de se estabelecer como um profissional bem sucedido mais cedo. Com isso pode planejar melhor seu futuro financeiro, familiar e profissional. Além de estabelecer metas para uma aposentadoria bem sucedida. “O preguiçoso deseja e nada tem, mas a alma dos diligentes se farta”. (Pv 13.4)

Exemplo: O site da revista exame publicou o lançamento do livro “Start up Brasil” de autoria de Pedro Melo e Marina Vigdal que reúne a história de dez empreendedores brasileiros de sucesso, entre eles os fundadores de empresas como O Boticário, Cacau Show e Buscapé. O livro diz que “Todos eles começaram a trabalhar entre seis e dez anos de idade”. Alexandre Tadeu da Costa, fundador da Cacau Show é um exemplo. “Ele acompanhava a mãe, que era vendedora de cosméticos, desde os quatro anos de idade”, exemplifica Mello.

2 – Seja bem-sucedido espiritualmente (Gn 39.2-4)

Apesar de José ter sofrido vários revezes em sua vida pessoal e familiar, José era um homem de Deus de verdade, que aprendeu desde cedo com seu Pai a se relacionar com Deus de maneira sadia. Quando olhamos para a vida de José como um todo vemos diversas qualidades espirituais que o faziam ser próspero em tudo o que ele fazia: José era temente a Deus, confiava unicamente no Senhor, tinha intimidade com Deus, sabia enfrentar provações (cisterna, prisão, esquecimento), sabia lhe dar com as tentações, reconhecia a presença de Deus em cada situação que se apresentava.

Como você está lidando com sua vida espiritual? Tem gente que acha que por estar no ambiente de trabalho deve deixar o espiritual de lado. Na verdade, diz a Bíblia em (Gl 5.25) que vivemos no Espírito, e se vivemos no Espírito devemos andar também no Espírito. Isso significa que o Espírito de Deus convive dentro de nós, se move em nós, se expressa através de nós, por isso nossas ações, pensamentos, decisões e proceder devem ser submetidos a Ele seja qual for o lugar possamos estar. José era um homem inteiramente nas mãos de Deus onde estivesse, e olha que ele passou por lugares extremamente difíceis. Mas, mantinha sua comunhão com Deus edificada, e fielmente cumpria seus deveres espirituais. Por isso, Deus era com ele, seu patrão confiava nele e ele prosperava em tudo o que fazia.

Em nosso ambiente de trabalho Deus quer salvar pessoas, Deus quer exaltar os servos aos postos mais altos da empresa. Deus quer fazer justiça e manifestar a sua glória. E como ele faz isso, através de nós. Aí se estivermos com o nosso lado espiritual fraco, sem vida, sem consistência, como vamos ser usados por Deus, ou, como Deus vai agir através de nós?

3 – Seja honesto (Gn 39.4,6a, 8-9)

Desde cedo José se mostrava ser um homem honesto em família e no trabalho (Gn 37.2). Isso significa que ele possuía um caráter equilibrado, uma visão clara do que era bom e do que era mau diante do Senhor. José não dava mau testemunho no trabalho (mentia, inventava que estava doente, etc). Ele só honrava seu patrão, que o honrava também. Quando um cristão não é honesto, em minha opinião ele é desonesto duas vezes. Primeiro porque é desonesto mesmo, e segundo porque é desonesto servindo um Deus honesto. Nosso Deus é um Deus que prima pela verdade, e ser honesto é ser verdadeiro em tudo. Quem é honesto não mente, não ilude, não engana, não escamoteia, não é irreal.

“Tortuoso é o caminho do homem carregado de culpa, mas reto, o proceder do honesto”. (Pv 21.8).

José era tão honesto, que Potifar lhe confiou tudo o que tinha sem reservas e nem mesmo tinha conhecimento da administração de sua própria casa como José (vs 4, 6a, 8).

“Mais vale o bom nome do que as muitas riquezas; e o ser estimado é melhor do que a prata e o ouro”. (Pv 22.1)
4 – Deixe marcas positivas (Gn 39.5)

Ficou claro na história de José, que através do seu trabalho ele conseguiu influenciar positivamente pessoas ao seu redor. Há patrões que jamais se interessam em conhecer o Deus dos seus funcionários (colaboradores) por causa do péssimo procedimento deles. Tem colaborador que por ser crente e o patrão crente também, acha que pode ler a bíblia quando quer, fazer seu devocional em qualquer hora etc. Nós somos pagos para trabalhar e não para ficarmos orando e lendo a bíblia o dia todo (isso tem seu hora). Tem crente que só chega atrasado, falta, não cumpre suas funções com diligência, e depois diz que o diabo está lhe perseguindo no trabalho! Da mesma forma há crentes que por terem patrões ímpios, acham que eles estão o perseguindo.

“Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus”. (Mt 5.16)

Tem gente que entra numa empresa, e por ver que os outros não se esforçam e não desempenham com competência o seu trabalho, fazem o mesmo. Isso está errado querido, o cristão cheio do Espírito Santo deve influenciar o ambiente e não o ambiente o influenciar. Aliás, o bom profissional desempenha suas funções com ética e maestria. Se achar que não dá mais pra você, dependendo da situação é melhor orar e sair da empresa, do que ter que se enquadrar em comportamentos errados, em esquemas, em coisas erradas.

“Melhor é o pobre que anda na sua integridade do que o perverso nos seus caminhos, ainda que seja rico” (Pv 28.6)

5 – Motivação: Faça mais do que se pede (Gn 39.11)

José tinha grande motivação em servir, e não somente pensava em trabalhar. O (vs 11) diz que ele ia de vez em quando ao seu trabalho quando ninguém estava lá para atender aos negócios, adiantar alguma coisa, realizar alguma tarefa.

José fazia além do que seu patrão pedia. Sabe o que isso quer dizer, que José mesmo sendo escravo possuía motivação própria, gostava do que fazia, tinha iniciativa, era pró ativo, era empreendedor, era facilmente adaptável a novas rotinas de trabalho. Ele não trabalhava somente por obrigação, mas sim por prazer. Eu sei que hoje muita coisa mudou, muitas vezes mesmo estudando e batalhando não conseguimos estar na empresa e não função que gostaríamos, mas se hoje não fazemos nossa parte com as atitudes corretas e a competência necessária, jamais vamos chegar lá.

José tinha vocação pra ser vencedor, sabia que um dia Deus iria mover sua mão, e alguém iria reconhecer seu talento, alguém iria reconhecer sua capacidade, seu trabalho.

Ei! Tem muitos que não são como José, chega bate o cartão de manhã e pergunta: “Ainda falta tanto tempo pra mim ir embora?” ou então: “Eu não vou ficar aqui nem mais um minuto, estou muito cansado.”

Meu irmão Deus está vendo tudo o que acontece no seu trabalho, ele tem cuidado de você, faça a sua parte com profissionalismo e excelência, e deixa que a mão de Deus vai lhe guiar e lhe abençoar. No tempo certo as coisas acontecerão, por mais que você veja injustiças sendo cometidas dentro da empresa. Se não for hoje, será amanhã ou depois de amanhã quem sabe?

“Vês a um homem perito na sua obra? Perante reis será posto; não entre a plebe”. (Pv 22.29)

6 – Desempenhe qualquer tarefa com as mesmas atitudes e profissionalismo (Gn 39.21-23)

Depois de sofrer um assédio moral no trabalho José fugiu. No entanto, como sua patroa deu um falso testemunho ele poderia ser morto, pois assim diz a lei no Egito. Mas, por misericórdia divina recomeça sua carreira como carcereiro, profissão que aprendeu com muita rapidez e a desenvolveu com Expertise - Conhecimento que se adquire pelo estudo, experiência e prática; e a capacidade de aplicar o que foi aprendido de forma adequada às solicitações requeridas pela função exercida. É a busca incessante por novas aprendizagens, o autodesenvolvimento e a socialização do conhecimento no meio em que se vive.

Obs: José tinha humildade suficiente para desempenhar qualquer tarefa (Se tiver que começar ou recomeçar, tenha humildade para começar por baixo).

“O preguiçoso morre desejando, porque suas mãos recusam trabalhar” (Pv 21.25)

Entenda: Sempre que Deus lhe der uma nova oportunidade em uma empresa melhor, ou numa função melhor, não perca seu foco profissional, nem mude suas atitudes diante das novas tarefas que você precisará desempenhar. Não fique orgulhoso, ou pense que é melhor do que os outros, simplesmente faça tudo o que você sempre fez, seja sempre quem você sempre foi, continue se aperfeiçoando profissionalmente e reconhecendo Deus a frente da sua vida profissional, e assim você vai longe!

Perceba que José ao mudar de lugar e de emprego, ele não mudou seu comportamento, continuou honesto, humilde e confiável. Não mudou seu profissionalismo, não deixou de ser pró-ativo ou empreendedor. Espiritualmente não mudou sua fé, continuava submisso e obediente, reconhecendo a providência de Deus e suas bênçãos para que pudesse prosperar.

Qual seria o perfil profissiográfico de José? Acredito que seria assim: começou sua carreira como pastor de ovelhas foi rebaixado a escravo injustamente, chegou a estagiar na casa de Potifar na função administrador de negócios, mas devido a um assédio moral em seu local de trabalho, precisou novamente reorganizar sua carreira e passou a ser carcereiro. Por providência divina foi finalmente promovido e chegou a ser o primeiro ministro do Egito exercendo sua carreira com excelente desenvoltura administrativa.

Quer ter uma vida profissional abençoada?

1 – Comece cedo
2 – Seja bem sucedido espiritualmente
3 – Seja honesto
4 – Deixe marcas positivas
5 – Motivação: Faça mais do que se pede
6 – Desempenhe qualquer tarefa com as mesmas atitudes e profissionalismo

Bendito seja o Evangelho!

Pr. Flavio Muniz


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Palavra de Nova Vida - Pr. Flavio Muniz

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